Mostrando postagens com marcador Desenho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenho. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de junho de 2010

Criança tem que desenhar.



Um pedido da pedagoga e da psicomotricista às mães e pais do meu Brasil varonil:

- Deixem seus filhos desenhar!!!

Como professora do Ensino Fundamental eu fico besta em constatar a quantidade de criança que não desenha: seja porque não tem tempo (como assim????), seja porque lhe dizem que é uma bobagem (!!!!) ou porque na sua casa não tem papel e lápis, ou giz de cera, ou carvão para os pequenos se expressarem.

O desenho é o canal por onde a criança pequena, e até mesmo a maiorzinha, possui para exprimir como sente o mundo, como as coisas lhe parecem. A criança ainda não tem vocabulário suficiente para nomear o mundo (isso cabe ao adulto ensinar-lhe), então é no desenho que ela se revela, expõe sua visão do meio.

O desenho de uma criança nunca é bonito ou feio. Não se avalia um desenho infantil nesse aspecto. Não ajuda muito dizer ao seu filho de 6 anos que o desenho que ele fez está “liiiindo”. Quando ele vier com o desenho nas mãos e perguntar a sua opinião, devolva-lhe a pergunta: “O que você acha do seu desenho?”. Você vai ter boas surpresas com a resposta. E de quebra, vai ajudar o seu filho a desenvolver seu senso crítico.

Nenhum ‘exercício’ é mais completo para fortalecer as articulações e músculos das mãos e punho do que o desenho. O desenho é o melhor treino motor para a escrita. Escolha o material adequado a cada faixa etária para que seu filho possa tirar o melhor proveito desse momento:

- crianças de 2 a 3 anos e meio : giz de cera grosso, pintura com as mãozinhas.
- crianças de 4 e 5 anos: giz de cera de diversos tamanhos, hidrocor de ponta grossa, pintura com os dedinhos, pincel de cerda grossa.
- crianças acima de 5 anos: todos os anteriores, somados ao lápis de cor e pincéis de diversas espessuras.

Eleja com a criança um local da casa para fazer esses trabalhos, deixe papéis à mão, assim como o material. Deixe-a livre para desenhar o que quiser. Aproveite para estreitar o vínculo com seu filho, pegue um papel também, desenhe com ele.

Seja paciente. Não cobre, não exija perfeição. Não tente decifrar o desenho. Não queira que a criança faça do seu modo. Ela tem que fazer do modo dela.

O desenvolvimento de um adulto autônomo, seguro e confiante começa nesses pequenos, e aparentemente simples, gestos.

Pense sobre isso.

Fonte: Balaio da Vi

Por que desenhamos?





Enquanto você atendendo o telefone, já se pegou fazendo algum tipo de desenho ou rabisco? Já percebeu que tem alguns desenhos que você sempre repete e às vezes por anos? Já parou para pensar porquê? Pois é, o ato de desenhar e rabiscar é inerente ao ser humano. Desde pequenos nos comunicamos com o mundo através de nossos desenhos.
POR QUE TODAS AS CRIANÇAS DESENHAM QUANDO PEQUENAS E A MAIORIA PÁRA DEPOIS DOS 8 ANOS?
Quem nos dá a resposta é a Drª Betty Edwards, autora americana do livro Drawing On The Right Side of The Brain (“Desenhando Com o Lado Direito do Cérebro”, Edições Ediouro). Segundo Edwards, os dois hemisférios cerebrais (direito e esquerdo) têm funções especificas diferentes. O lado direito é o hemisfério das artes, por ser altamente visual. Ele não entende as coisas por meio de palavras. As crianças não-alfabetizadas têm esse lado desenvolvido e, ao verem uma cadeira, desenham uma cadeira por não saberem juntar as letras-símbolo que escrevem a palavra CADEIRA. O recurso que elas têm é desenhar o que vêem. E costumam desenhar as coisas com tantos detalhes que surpreende até mesmo os adultos! Quando as crianças começam a aprender a ler e escrever, iniciam o desenvolvimento do hemisfério esquerdo do cérebro, que é o lado que usa símbolos para acelerar o pensamento. Então, ao pedir para a criança alfabetizada que desenhe uma cadeira, ela fará um desenho o mais simples possível, porque não há mais lógica em perder tempo com detalhes de uma coisa que ela sabe trocar por uma palavra.
O que precisa ser feito então é propor que “desliguemos” um pouco o lado esquerdo que está dominando e “liguemos” o lado direito, que é o hemisfério que sabe ver o desenho como só os desenhistas sabem ver. Sim, porque quem vê bem já tem 50% do desenho pronto. Portanto, é comprovado cientificamente que desenhar não tem nada a ver com dom! É tudo apenas falta de continuidade, pois se ao entrarmos para a alfabetização tivéssemos uma professora de desenho junto à professora que vai nos ensinar a ler e a escrever, todos seríamos desenhistas!Preste mais atenção em seus desenhos eles falam de você, são uma parte de você. E entre nesse mundo fantástico, que é simplesmente seu inconsciente. Experimente desenhar mais, preste atenção em suas obras, as cores escolhidas, os conteúdos, a paisagem etc... E você vai perceber que seu inconsciente o tempo todo quer se manifestar e aí será uma grande viagem de autoconhecimento. Nota importante: Não se importe com a estética do desenho, é o menos importante, o mais importante seu olhar sobre o conteúdo de seu desenho.

Fonte: A arte de estar bem da Bete Affonso

terça-feira, 22 de junho de 2010

Como interpretar os desenhos das crianças


(Pablo Zevallos)














O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação da criança e seu mundo exterior. Segundo os psicólogos da Unidade de Desenvolvimento Psicológico e Educativo de San Salvador, por ética, só uma pessoa especializada, como alguns psicólogos, pode interpretar os desenhos, seguindo protocolos estabelecidos para esse fim.

O especialista deve levar em conta a condição biográfica e familiar da pessoa que desenhou, bem como sua história pessoal, que servirá como marco de referência de quem está fazendo o desenho. Além disso, é necessário levar em conta que um desenho é importante, mas não define tudo. É uma expressão de sentimentos e de desejos que podem ajudar a saber, por exemplo, como se sente a criança a respeito da sua família, sua escola, etc. Através dos desenhos das crianças, pode-se observar detalhes que para uma pessoa adulta pode passar despercebido. O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação entre a criança e seu mundo exterior. A primeira porta que a criança abre o seu interior.
Formas de interpretação do desenho infantil

Existem algumas pistas que podem orientar os pais sobre o que diz o desenho do seu filho. No entanto, são puramente orientações. Segundo a especialista canadense, Nicole Bédard, o desenho diz muitas coisas. Exemplos:

Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.

Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.

Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.

A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstra falta de vontade ou fadiga física.

As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.

Esses tipos de interpretação, são apenas uma pincelada dentro do grande mundo que é o desenho infantil. Não devemos generalizá-los. Cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil. Se alguma coisa te preocupa no seu filho, e se for necessário, busque um especialista.

Fonte: http://br.guiainfantil.com